
Aqui você encontrará conteúdos como notícias e artigos que são atualizados semanalmente, sobre o que acontece no Brasil em relação ao artesanato e sua rede de atores. Também acessará entrevistas com especialistas e debates relevantes nos Papos Crab.

O artesão alagoano Vavan, da Ilha do Ferro, transforma madeira reaproveitada em esculturas coloridas que celebram o imaginário ribeirinho. Autodidata, o artista cria peças únicas inspiradas em mitos, memórias e na vida às margens do Rio São Francisco, projetando a arte popular nordestina para o Brasil.

A canoa escavada, também conhecida como canoa de um tronco só, é uma das mais antigas expressões do conhecimento tradicional associado aos rios e à floresta. Produzida artesanalmente a partir de uma única árvore, essa embarcação carrega saberes indígenas e ribeirinhos transmitidos há milhares de anos. Presente em diferentes regiões do Brasil, especialmente na Amazônia, a canoa segue sendo utilizada no transporte, na pesca e no cotidiano das comunidades. Seu processo de fabricação exige domínio técnico, observação da natureza e respeito ao território. Mais do que um meio de deslocamento, a canoa escavada simboliza a relação espiritual entre povos originários, rios e floresta, preservando memórias, identidades e modos de vida ancestrais.

A inovação no artesanato nasce do equilíbrio entre tradição e contemporaneidade. Ao valorizar identidade, memória e território, artesãos dialogam com design, sustentabilidade e novas demandas do mercado, criando peças que preservam saberes ancestrais e ampliam oportunidades na economia criativa.

O artesanato brasileiro revela a diversidade cultural do país por meio de trajetórias que unem tradição e inovação. Nomes como Gabriela Feitosa, Mestre Cornélio e Rafael Bqueer mostram como o fazer artesanal dialoga com território, identidade e contemporaneidade, preservando saberes ancestrais e ampliando novas linguagens criativas.

texto apresenta o filtro de barro artesanal brasileiro, destacando sua origem histórica, processo produtivo e relevância cultural. Relata a combinação de saberes indígenas e conhecimentos trazidos por imigrantes europeus que resultaram no desenvolvimento do filtro, com menção ao pioneiro Victor Lamparelli e ao famoso filtro São João. Aponta estudos que consideram o filtro de barro brasileiro um dos sistemas de purificação mais eficazes do mundo, devido à vela cerâmica com carvão ativado, além de tratar de durabilidade, manutenção e recomendações de higienização. Também aborda a produção artesanal detalhando seleção e preparo da argila, moldagem, secagem e queima, além de variações de acabamento e inovações de design. O conteúdo traz perfis de artesãs e coletivos (ex.: Dona Zélia, projeto Mãos em Movimento, Cerâmica Serra da Capivara), enfatizando a relação entre funcionalidade, identidade cultural e valor estético dos filtros de barro.

O texto discute como artesãos e coletivos podem construir uma presença digital que respeite o tempo, as técnicas e a identidade do fazer artesanal. Argumenta que a internet é uma ferramenta estratégica para ampliar visibilidade, conectar novos públicos e fortalecer a renda, desde que o ambiente online seja ocupado com consciência, narrativas que valorizem processos e escolhas que respeitem o ritmo da produção manual. Apresenta exemplos de práticas bem-sucedidas (como Mestre Espedito Seleiro, Mulheres do Jequitinhonha e coletivos) e aponta caminhos práticos — escolher poucos canais, comunicar o processo, estabelecer um ritmo sustentável, tratar o digital como espaço de relação — além de indicar capacitações relevantes (Sebrae/Trilha do Artesão Empreendedor) e vantagens do e‑commerce e das redes sociais como vitrines narrativas.

O texto é um perfil reverente de Mestre Maureliano Ribeiro (1965–2025), artesão e construtor de tambores pernambucano reconhecido pela produção artesanal de instrumentos de maracatu e pela atuação na preservação das tradições afro-brasileiras. Narrando sua formação em Peixinhos, Olinda/Recife, a matéria destaca sua aprendizagem prática, a influência do ofício do pai, a atuação em projetos sociais como Daruê Malungo e a fundação de coletivos como Lamento Negro e Maracatu Nação Cabeça de Nego. O conteúdo descreve detalhadamente o processo de fabricação dos tambores (bojo, pele, aros, acabamento) e outros instrumentos (gonguê, caixa de corda, mineiro/ganzá), evidenciando técnicas, materiais (macaíba, jenipapo, couro de bode) e inovações do mestre.

O artigo apresenta um roteiro completo das principais feiras e eventos de artesanato no Brasil para o ano de 2026. Ele destaca a crescente importância do artesanato como plataforma cultural e econômica, capaz de gerar renda, fortalecer redes criativas e dialogar com áreas como design, moda, arquitetura e turismo cultural. O texto enfatiza como essas feiras conectam artesãos a diversos públicos, revelam tendências e promovem intercâmbios de saberes, sendo fundamentais para o setor. Em seguida, o conteúdo detalha diversas feiras já confirmadas para 2026, como FIART (Natal), Salão do Artesanato Paraibano (João Pessoa), Artesanal Sul (Porto Alegre), Feiarte (Curitiba), Fenearte (Olinda), Mega Artesanal (São Paulo), Fenacce (Fortaleza) e Feira Nacional de Artesanato (Belo Horizonte). Para cada evento, são fornecidas datas, locais, um breve descritivo e os motivos pelos quais são imperdíveis, ressaltando suas particularidades e contribuições para o cenário artesanal brasileiro. Por fim, o artigo lista feiras tradicionais que, embora ainda sem datas confirmadas para 2026, são eventos anuais importantes para o setor, como Fenahall (Olinda), Semana Criativa de Tiradentes (MG), Artesanto (Vitória) e FENABA (Salvador). O objetivo é ajudar artesãos, compradores e interessados a se programarem e acompanharem os principais acontecimentos do artesanato nacional, consolidando-o como um campo vivo, dinâmico e economicamente relevante.

O artigo explora a rica tradição da Folia de Reis no Rio de Janeiro, destacando sua origem ibérica e a adaptação cultural brasileira, que incorpora influências europeias, africanas e indígenas. A manifestação, celebrada entre dezembro e janeiro (estendendo-se até 20 de janeiro no RJ), é apresentada como um universo artesanal, onde máscaras, estandartes, indumentárias e instrumentos são criados manualmente, preservando a memória e a identidade das comunidades. São detalhados os personagens centrais da Folia, como o Mestre, Alferes, Bastião (palhaço), Reis Magos, coro e instrumentistas, e a importância dos elementos visuais e sonoros para o ritual. O texto também mapeia a presença da Folia de Reis em diversas regiões do estado do Rio de Janeiro, incluindo a Baixada Fluminense (com o maior número de grupos ativos), a Região Serrana (com influências estéticas germânicas e italianas), a Região dos Lagos e Costa Verde (interagindo com tradições caiçaras), o Vale do Café e o Norte e Noroeste Fluminense. São citados grupos específicos e suas particularidades, reforçando a diversidade e a vitalidade da Folia em cada localidade. A conclusão enfatiza que, apesar de por vezes esquecida, a Folia de Reis é uma tradição vibrante que resiste ao tempo e se reinventa, fortalecendo economias locais e inspirando novas gerações através do trabalho coletivo e da fé materializada na arte. Em suma, o artigo oferece uma visão abrangente da Folia de Reis no Rio de Janeiro, abordando sua dimensão histórica, cultural, religiosa e artesanal, além de apresentar um panorama geográfico dos grupos e suas características regionais, ressaltando a relevância dessa manifestação para a identidade cultural fluminense.