O artigo explora a rica tradição da Folia de Reis no Rio de Janeiro, destacando sua origem ibérica e a adaptação cultural brasileira, que incorpora influências europeias, africanas e indígenas. A manifestação, celebrada entre dezembro e janeiro (estendendo-se até 20 de janeiro no RJ), é apresentada como um universo artesanal, onde máscaras, estandartes, indumentárias e instrumentos são criados manualmente, preservando a memória e a identidade das comunidades. São detalhados os personagens centrais da Folia, como o Mestre, Alferes, Bastião (palhaço), Reis Magos, coro e instrumentistas, e a importância dos elementos visuais e sonoros para o ritual.
O texto também mapeia a presença da Folia de Reis em diversas regiões do estado do Rio de Janeiro, incluindo a Baixada Fluminense (com o maior número de grupos ativos), a Região Serrana (com influências estéticas germânicas e italianas), a Região dos Lagos e Costa Verde (interagindo com tradições caiçaras), o Vale do Café e o Norte e Noroeste Fluminense. São citados grupos específicos e suas particularidades, reforçando a diversidade e a vitalidade da Folia em cada localidade. A conclusão enfatiza que, apesar de por vezes esquecida, a Folia de Reis é uma tradição vibrante que resiste ao tempo e se reinventa, fortalecendo economias locais e inspirando novas gerações através do trabalho coletivo e da fé materializada na arte.
Em suma, o artigo oferece uma visão abrangente da Folia de Reis no Rio de Janeiro, abordando sua dimensão histórica, cultural, religiosa e artesanal, além de apresentar um panorama geográfico dos grupos e suas características regionais, ressaltando a relevância dessa manifestação para a identidade cultural fluminense.