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O artigo apresenta um roteiro completo das principais feiras e eventos de artesanato no Brasil para o ano de 2026. Ele destaca a crescente importância do artesanato como plataforma cultural e econômica, capaz de gerar renda, fortalecer redes criativas e dialogar com áreas como design, moda, arquitetura e turismo cultural. O texto enfatiza como essas feiras conectam artesãos a diversos públicos, revelam tendências e promovem intercâmbios de saberes, sendo fundamentais para o setor. Em seguida, o conteúdo detalha diversas feiras já confirmadas para 2026, como FIART (Natal), Salão do Artesanato Paraibano (João Pessoa), Artesanal Sul (Porto Alegre), Feiarte (Curitiba), Fenearte (Olinda), Mega Artesanal (São Paulo), Fenacce (Fortaleza) e Feira Nacional de Artesanato (Belo Horizonte). Para cada evento, são fornecidas datas, locais, um breve descritivo e os motivos pelos quais são imperdíveis, ressaltando suas particularidades e contribuições para o cenário artesanal brasileiro. Por fim, o artigo lista feiras tradicionais que, embora ainda sem datas confirmadas para 2026, são eventos anuais importantes para o setor, como Fenahall (Olinda), Semana Criativa de Tiradentes (MG), Artesanto (Vitória) e FENABA (Salvador). O objetivo é ajudar artesãos, compradores e interessados a se programarem e acompanharem os principais acontecimentos do artesanato nacional, consolidando-o como um campo vivo, dinâmico e economicamente relevante.
O programa Alagoas Feita à Mão, sob a gestão da Serfi, consolidou-se em 2025 como uma política pública essencial para o artesanato alagoano, gerando mais de R$ 1,1 milhão em vendas diretas. As vendas foram impulsionadas pela participação em grandes feiras nacionais, como Fenearte, Fenacce e a Feira Nacional de Artesanato, além da realização de seu próprio festival em Maceió. O programa também alcançou projeção internacional, destacando-se na Paris Design Week e elevando a visibilidade do artesanato de Alagoas no cenário global. Além da promoção comercial, o Alagoas Feita à Mão focou na estruturação e formalização do setor. Foram emitidas mais de 1.200 Carteiras do Artesão, e foi anunciado o Fundo de Fomento do Artesanato, visando apoiar a produção e qualificação dos artesãos. Essas iniciativas reforçaram a sustentabilidade econômica da cadeia produtiva, garantindo um saldo positivo de vendas superior aos anos anteriores. O sucesso de 2025 evidencia o papel do artesanato como um motor de desenvolvimento e geração de renda para o estado de Alagoas, com o programa contribuindo significativamente para o fortalecimento contínuo do setor e a valorização dos artesãos locais.
O Grupo Tauá divulgou que seu novo resort em João Pessoa, com abertura programada para julho de 2026, terá suítes temáticas decoradas com artesanato paraibano. Esta iniciativa, anunciada no evento "Tauá em Pessoa" e desenvolvida em colaboração com o Programa do Artesanato Paraibano (PAP), visa integrar a cultura local na experiência do hóspede, selecionando cuidadosamente artistas e obras para refletir a identidade regional e valorizar técnicas tradicionais. Mais do que uma simples decoração, o projeto busca promover artistas locais e reforçar o compromisso do grupo com o desenvolvimento social. Ao destacar o artesanato como um elemento central da hospitalidade, o Tauá Resort João Pessoa diferencia-se, oferecendo autenticidade e um profundo enraizamento cultural como parte de sua oferta de luxo, transformando a arte local em um atrativo competitivo.
O Salão do Artesanato Paraibano está programado para ser inaugurado em 9 de janeiro de 2026, em João Pessoa, com a participação de mais de 600 expositores. O evento, uma parceria entre o Governo da Paraíba e o Sebrae (PB), acontecerá diariamente das 16h às 22h, ao lado do Hotel Tambaú, na orla da cidade, e se estenderá até 1º de fevereiro de 2026. Esta edição especial do Salão do Artesanato prestará homenagem à técnica do mosaico, destacando peças de arte e decoração confeccionadas com vidro, cerâmica e pedra. A entrada é gratuita, porém os organizadores incentivam a doação de um quilo de alimento não perecível, que será destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade social. O evento representa uma importante vitrine para o artesanato local, promovendo a cultura paraibana e gerando oportunidades para os artesãos, além de incentivar a solidariedade através da arrecadação de alimentos.
O texto apresenta a história de Maria Gonçalves, conhecida como Maria Fogo, uma mestra ceramista de quase 90 anos da zona rural de São Gonçalo do Amarante (RN). Ela é descrita como guardiã de uma tradição ancestral da cerâmica artesanal, cujas peças em barro representam a memória de um modo de vida que resiste à industrialização e às desigualdades. Apesar de um AVC e restrições para queimar suas obras em casa, Maria Fogo continua a produzir e a ensinar, transmitindo um conhecimento que abrange rituais, respeito e ancestralidade. Sua resiliência e importância cultural inspiraram o documentarista Fábio de Oliveira (Ta’angahara) a criar o filme "Maria Fogo". O documentário, exibido no Poti Sesc de Cinema, é uma produção racializada que explora tanto a habilidade ceramista de Maria quanto os desafios e contradições de sua vida, como o apagamento cultural e a resistência diária. O registro de sua trajetória é visto como um ato político de reconhecimento e preservação de um saber ancestral, sendo ela uma das últimas guardiãs dessa tradição.
O artigo explora a rica tradição da Folia de Reis no Rio de Janeiro, destacando sua origem ibérica e a adaptação cultural brasileira, que incorpora influências europeias, africanas e indígenas. A manifestação, celebrada entre dezembro e janeiro (estendendo-se até 20 de janeiro no RJ), é apresentada como um universo artesanal, onde máscaras, estandartes, indumentárias e instrumentos são criados manualmente, preservando a memória e a identidade das comunidades. São detalhados os personagens centrais da Folia, como o Mestre, Alferes, Bastião (palhaço), Reis Magos, coro e instrumentistas, e a importância dos elementos visuais e sonoros para o ritual. O texto também mapeia a presença da Folia de Reis em diversas regiões do estado do Rio de Janeiro, incluindo a Baixada Fluminense (com o maior número de grupos ativos), a Região Serrana (com influências estéticas germânicas e italianas), a Região dos Lagos e Costa Verde (interagindo com tradições caiçaras), o Vale do Café e o Norte e Noroeste Fluminense. São citados grupos específicos e suas particularidades, reforçando a diversidade e a vitalidade da Folia em cada localidade. A conclusão enfatiza que, apesar de por vezes esquecida, a Folia de Reis é uma tradição vibrante que resiste ao tempo e se reinventa, fortalecendo economias locais e inspirando novas gerações através do trabalho coletivo e da fé materializada na arte. Em suma, o artigo oferece uma visão abrangente da Folia de Reis no Rio de Janeiro, abordando sua dimensão histórica, cultural, religiosa e artesanal, além de apresentar um panorama geográfico dos grupos e suas características regionais, ressaltando a relevância dessa manifestação para a identidade cultural fluminense.
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