CRAB/SEBRAE

Pesquisa Acadêmica

Ano: 2018
Tipo: tese
Saberes, Tradição e Patrimônio Cultural

A vida das rendas de bilros em Ilha Grande, Piauí

Autor(es): ALMEIDA, Ana Carolina de Campos

Resumo

A partir de minha pesquisa a respeito do processo de confecção das rendas de bilros na Casa das Rendeiras, em Ilha Grande, Piauí, emergem as questões: "Como narrar o fazer das rendas de bilros de modo a trazer minhas observações e descrições sem tornar o processo estanque e previamente controlado?"; "Como mostrar os movimentos do fazer?". Para respondê-las, tive que pensar um texto que pudesse expressar alguns movimentos emaranhados das rendeiras com os materiais: o ato de operar com as linhas dos desenhos no papelão, enquanto guias na condução das rendeiras e os movimentos de troca de bilros entrelaçando as linhas de algodão, formando os pontos e gerando uma superfície tecida de renda. Na pesquisa segui os materiais, no intuito de mostrar modos de conhecer as coisas e algumas relações que elas engendram. Apoiando-me nos conceitos de Ingold (2007; 2011; 2013) como os de fazer, linhas, movimentos, superfícies, materiais, traços e gestos e de uma antropologia gráfica, experimento, na pesquisa, compor diferentes grafias na construção do texto e evidenciar a importância da discussão. E contar como essas questões e observações teceram a minha própria tese. Aqui acionando noções de forma e desenho, intento realizar um experimento de abrir linhas de desenhos de rendas com o intuito de evidenciar algumas formas visíveis do movimento de rendar possíveis de serem conhecidas a partir do processo de feitura das rendas. O desenho kene e as formas nas perspectivas de Lagrou (2007;2013) e Belaunde (2011; 2013;2014) orientam-me para uma associação entre os desenhos e as rendas de bilros envolvendo o corpo feminino

Publicação Original

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