Mosaico Acre: Mapeamento cultural do artesanato brasileiro
Mapeamento: Acre
Inclusão: março de 2026
Apresentação
O e-book documenta o artesanato acreano, apresentado como ferramenta de subsistência econômica, bandeira de resistência cultural e compromisso com a preservação da floresta amazônica. Com cerca de 2.066 artesãos, o estado destaca-se pelo protagonismo no extrativismo sustentável e pela força das artes indígenas.
Na Reserva Extrativista Chico Mendes, o Ateliê Florescer exemplifica a bioeconomia ao transformar sementes e cipós em produtos utilitários e decorativos, honrando o legado de Chico Mendes pela "floresta em pé". O pioneirismo também marca o trabalho da Mestra Socorro Souza, que desenvolveu ferramentas inovadoras para o beneficiamento de sementes em Porto Acre. Em Cruzeiro do Sul, o Mestre Maqueson eleva a marchetaria à arte sofisticada, unindo a resiliência do caboclo ao domínio técnico da madeira para preservar memórias da Amazônia.
A identidade indígena é um pilar central, com os Huni Kuĩ e o sagrado Kene Kuin (“desenho verdadeiro”), que transforma tecelagens e miçangas em narrativas ancestrais. O povo Puyanawa vive uma vibrante "retomada cultural", onde o artesanato é motor de desenvolvimento e empoderamento social para a juventude. Já as mulheres Marubo conectam o cotidiano à cosmologia através de adornos feitos com o aruá (caramujo), símbolo da vitalidade das águas. No campo da cerâmica contemporânea, Glads Mourão Batista utiliza o barro para promover cura e reconexão espiritual em seu ateliê.
Contudo, o setor enfrenta desafios críticos, como os impactos das mudanças climáticas, que reduzem a oferta de matérias-primas devido a queimadas e secas severas, além da necessidade de garantir a sucessão geracional e superar o isolamento geográfico
Ep 1- Juventude
Ep 2 - Resistência
Ep 3- Bioeconomia