
As mulheres representam 91% das pessoas entrevistadas, a faixa etária entre 60 e 79 anos concentra 58% do grupo, enquanto 58% vivem no meio rural e para 87%, a comercialização das peças corresponde a menos da metade da renda familiar. Entre as peças temos mantas, xergões, ponchos, pelegos, acolchoados, vestuário tradicional, acessórios e objetos de decoração.
A conexão com o território aparece também nas referências da produção, onde 75% dos participantes citam a cultura e a tradição gaúchas como inspiração; 63% reconhecem essa influência no estilo das peças e 55%, na escolha dos materiais. O estudo mostra ainda que técnicas e experiências são transmitidas principalmente em ambientes familiares e comunitários, e que entre os desafios mais citados estão falta de tempo, falta de recursos e dificuldades de comercialização. Os dados ajudam a tornar visível uma cadeia artesanal formada por artesãos, matérias-primas e saberes que atravessam diferentes regiões do estado.

