
O barro de Tracunhaém, na Mata Norte de Pernambuco, ganhou novos espaços em São Paulo com a agenda formativa do ceramista Mano de Baé. Uma das atividades foi a oficina “Do Barro às Memórias – Modelando sereias, histórias e futuros”, realizada no dia 8, na Biblioteca Pública Municipal Hans Christian Andersen, no Tatuapé. Gratuita e com todas as vagas preenchidas, a formação reuniu jovens e adultos em torno da modelagem com argila e da criação de sereias inspiradas na série autoral do artista. Filho do Mestre Baé, referência da cerâmica popular pernambucana, Mano cresceu acompanhando o trabalho no ateliê da família e desenvolveu uma produção própria que ganha reconhecimento há alguns anos.
Durante a oficina, a cerâmica também se encontrou com outras linguagens: as esculturas dialogaram com o romance Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, e com a lenda da Iara, referências utilizadas pelos participantes na criação de suas peças. Desde 2015, Mano de Baé participa da Fenearte e integra a Alameda dos Mestres. Realizada pelo Coletivo Um Bando de Duas, a iniciativa faz parte de uma sequência de formações do artista na capital paulista e amplia a circulação de uma produção que nasce nos ateliês de Tracunhaém e encontra novos públicos em diferentes partes do país.

