
No mês de junho, oficinas de aperfeiçoamento técnico no território indígena Kadiwéu, na região do Pantanal, no Mato Grosso do Sul, estimularam a produção tradicional, ampliando a geração de renda local. As atividades integraram o Programa Corredor Azul, conduzido pelas organizações Wetlands International Brasil e Mupan.
As ações ocorreram em comunidades: na Aldeia Campina, cujo foco foi a pintura em tecido; já na Aldeia Alves de Barros, os trabalhos concentraram-se na cerâmica, dando continuidade a uma etapa iniciada em março sobre acabamento e pintura de peças.
O projeto busca unir a preservação cultural à autonomia econômica das comunidades. De acordo com os organizadores, a meta é melhorar a apresentação dos produtos e abrir novos mercados sem descaracterizar a identidade do povo Kadiwéu. Para os artesãos locais, a qualificação representa uma oportunidade de expansão comercial e aprimoramento técnico.
Atualmente, o território abriga cerca de 1,4 mil pessoas distribuídas em seis aldeias. O artesanato permanece como uma das principais fontes de subsistência local, e as oficinas visam consolidar essa prática como um pilar de desenvolvimento no Pantanal.

