
Rosário, no Maranhão, recebeu o primeiro registro de Indicação Geográfica (IG) do estado. O reconhecimento, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em 1º de setembro, é da modalidade Indicação de Procedência e se refere à cerâmica produzida no município. O pedido foi apresentado pela Associação dos Oleiros de Rosário (ASSOR), que reuniu documentos sobre a história, reputação e características da produção local.
Nas olarias de Rosário, a argila é transformada em filtros, vasos, potes, manilhas e peças decorativas por artesãos que dominam etapas como a preparação do barro, o torno, o acabamento e a queima. A produção está ligada à memória do município e à difusão de conhecimentos entre gerações. Amarildo Silva, presidente da ASSOR, trabalha com cerâmica há mais de 30 anos e acompanhou o processo de reconhecimento, realizado com apoio do Sebrae Maranhão e do Governo do Estado.
Com a Indicação de Procedência, o nome Rosário passa a identificar oficialmente uma produção diretamente ligada ao território maranhense, o registro também estabelece uma referência para proteger a origem das peças e diferenciar no mercado aquilo que é produzido pelos oleiros da região. Para a associação, o reconhecimento pode ampliar a visibilidade da cerâmica, favorecer novos canais de comercialização e aproximar as olarias de novos públicos, inclusive por meio do turismo do Maranhão.

