
A intervenção é de Luciana Borre, artista têxtil, pesquisadora e professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), seu trabalho investiga práticas têxteis em diálogo com memória, corpo e criação coletiva. “Aquele Cheiro do Tempo” integra essa trajetória e aparece junto ao “Transações", projeto focado em ensino, pesquisa e extensão em artes visuais na universidade.
Em Caruaru, a técnica não foi apresentada apenas como peça pronta, o crochê esteve no centro da ação nas mãos das artesãs, no tempo prolongado do tecer das peças e no tamanho das saias que ocuparam o pátio da estação.
A experiência aproxima uma prática têxtil presente em muitos biomas brasileiros, sem apagar o gesto, o conhecimento e a técnica que sustentam o trabalho manual.

