Exposição Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo. Foto: @Masp / Instagram, 2026.
O Museu de Arte de São Paulo (MASP) apresenta até o dia 2 de agosto de 2026, a exposição “Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo”. A mostra reúne 25 obras produzidas pela artista Claudia Alarcón e pelo coletivo Silät, que reúne mais de cem mulheres do povo indígena Wichí, residentes no norte da província de Salta, na Argentina.
As peças têm como matéria-prima as fibras de chaguar, uma bromélia nativa da região do Gran Chaco. O trabalho do coletivo parte das tradicionais bolsas yicas, mas transcende o uso utilitário ao explorar novas escalas, formas e uma autoria compartilhada, na qual várias tecedeiras trabalham simultaneamente em uma mesma peça. As composições apresentam padronagens geométricas que remetem à mitologia, à memória e a elementos da natureza, como o "andar dos ventos" e as "mulheres estrelas".
Com curadoria de Adriano Pedrosa e Laura Cosendey, a exibição integra o eixo programático do MASP dedicado às “Histórias latino-americanas”. O projeto celebra a tecelagem como uma prática ancestral de resistência e a ousadia de reinventá-la.

