A amplidão das paisagens, a beleza dos recortes das montanhas e a impactante vista dos cânions se somam na natureza gaúcha. Esse é o cenário para a produção de uma cultura original expressa nas diferentes visões de mundo, do poeta Mário Quintana à música de Lupicínio Rodrigues. A Região da Campanha, no Pampa Gaúcho, tem sua matriz cultural construída pela história de diferentes origens étnicas: indígenas, africanos, uruguaios, argentinos, portugueses, espanhóis, italianos, alemães, árabes, sírio-libaneses, turcos e tantos outros povos. As diferentes narrativas criaram um patrimônio cultural original para a região.
A origem da vida cotidiana do gaúcho no campo decorre da liberdade herdada dos indígenas pampeanos, das refeições à base de assados em espetos e cozidos, feitos em recipientes de cerâmica, das lidas com os cavalos, o gado e as ovelhas, preenchendo os campos do bioma Pampa. O trabalho com a lã de ovelha e o couro nascem dessa cultura, assim como o domínio do uso do porongo na produção das tradicionais cuias de chimarrão. Kaingangs e Guaranis transformam matérias-primas locais em peças carregadas de histórias, da trama ao entalhe. Na serra, o trabalho com a madeira é referência em objetos decorativos. Na região central, ametista, citrino, ágata, entre outros minerais são matérias-primas locais para confecção dos mais diversos objetos. Já no litoral, artesãs reaproveitam redes de pesca e escamas de peixe para criar objetos originais com muito esmero.



