
Pernambuco deu um passo importante na preservação e salvaguarda do artesanato brasileiro e da cultura popular ao diplomar 10 novos Patrimônios Vivos, elevando para 125 o número de mestres e coletivos guardiões das tradições no estado. Entre os contemplados, destacam-se ícones da arte popular e do fazer manual, como a Família Vitalino, de Caruaru, que há mais de 60 anos preserva a modelagem figurativa em argila iniciada pelo Mestre Vitalino, e o artesão Teco de Agamenon, mestre na confecção de máscaras e adereços do folguedo do Careta em Triunfo. A nova titulação garante aos mestres e grupos uma bolsa vitalícia e o compromisso de repassar suas técnicas ancestrais às novas gerações, impulsionando a economia criativa e a perpetuação do saber-fazer tradicional.
Além da arte em cerâmica de barro, a seleção valorizou tradições artesanais ligadas às festividades do folclore e da indumentária popular pernambucana. Grupos centenários e poetas como o Maracatu Cruzeiro do Forte, no Recife, Mestre João Paulo, em Nazaré da Mata, e a escola de samba GRES Preto Velho, de Olinda, foram reconhecidos por suas oficinas comunitárias voltadas ao ensino de bordados finos, confecção de golas ornamentadas, adereços e indumentárias carnavalescas. O título de Patrimônio Vivo é uma política pública do estado de Pernambuco existente há 24 anos, que busca salvaguardar a cultura popular do estado.

